Determinação do Sexo Fetal

Durante a gravidez, uma pequena quantidade de células do bebé passa para o sangue da mãe (entre 1 a 6 células por cada mililitro de sangue materno). Para além de células intactas, também existe material genético (ADN) do bebé na circulação materna.

Depois do nascimento, as células fetais podem permanecer na circulação materna por longos períodos, enquanto o ADN fetal livre é rapidamente eliminado após o parto. Deste modo, estudar o ADN fetal livre em vez das células fetais, representa uma maior garantia de que o material analisado provém da gestação em curso.

A técnica de PCR (reacção de amplificação em cadeia) tem uma elevada sensibilidade, permitindo detectar pequenas quantidades de ADN fetal em circulação no sangue da grávida. No entanto, é preciso ter a certeza que se está a analisar o ADN do bebé e não o da grávida, dado que ambos estão presentes na circulação materna. É esta a razão pela qual este teste procura identificar fragmentos presentes exclusivamente no bebé.

O sexo masculino é definido pela existência de um cromossoma X e de um cromossoma Y e o sexo feminino pela existência de dois cromossomas X. O cromossoma Y é, portanto, exclusivo dos homens.
Deste modo, e salvo algumas situações excepcionais, se existir material genético do cromossoma Y no sangue de uma mulher grávida, terá de ser proveniente de um feto do sexo masculino.

Por outro lado, a identificação de um feto do sexo feminino é feita por exclusão, isto é, a ausência de material genético do cromossoma Y no sangue de uma mulher grávida indica que o bebé não é do sexo masculino, tratando-se de uma menina.

A concentração de ADN fetal no sangue materno aumenta ao longo da gravidez. Embora existam estudos que demonstram ser possível detectar o ADN fetal no sangue da grávida a partir da 5ª semana de gestação, quanto maior a idade gestacional, maior a sensibilidade e mais fácil a determinação do sexo fetal.

Assim, sugere-se que a determinação do sexo do bebé seja realizada apenas a partir da 8ª semana de gravidez, altura em que o resultado do teste será correcto em 99% dos casos.

Se os gémeos forem ambos do sexo feminino, não existirá material genético do cromossoma Y, pelo que o resultado é válido para ambos.
Se o teste demonstrar a existência de material genético do cromossoma Y, apenas fica a saber que, pelo menos, um dos bebés é do sexo masculino.

A determinação do sexo fetal a partir de uma amostra de sangue materno destina-se, sobretudo, a esclarecer a sua curiosidade, permitindo saber se vai ter um rapaz ou uma rapariga sem ter de aguardar pelo resultado da ecografia (geralmente a partir das 15 semanas).

Este teste não permite diagnosticar anomalias fetais ou saber se está tudo bem com a sua gravidez. Se tem alguma doença ou suspeita de algum problema com o seu bebé ou gravidez deve consultar o seu médico. Este teste não substitui, em nenhum aspecto, o acompanhamento médico.

Em primeiro lugar, deve assegurar-se que está grávida, uma vez que este teste se baseia apenas na existência ou ausência de material genético do cromossoma Y, pelo que o resultado para uma mulher que não esteja grávida será “feto do sexo feminino”.

É também muito importante saber com precisão o tempo de gravidez, uma vez que o teste não é tão rigoroso antes das 8 semanas, sendo maior a possibilidade de o sexo do bebé não ser correctamente identificado. A melhor maneira de ter a certeza quanto ao seu tempo de gravidez é através de uma ecografia. Em mulheres com ciclos menstruais regulares, a data da última menstruação dá uma ideia razoável (ainda que menos rigorosa do que a ecografia) do  tempo de gravidez. Se os seus ciclos são irregulares, não é possível estimar correctamente o tempo de gravidez sem realizar uma ecografia. Se tiver dúvidas a este respeito deverá consultar o seu médico.

Se tiver mais de 8 semanas de gravidez pode perguntar ao seu médico como deve fazer a colheita de sangue e o envio da amostra para o nosso laboratório.

Se preferir, poderá contactar-nos directamente através do telefone (226160648 - 226093273 - 225430882), ou por email (geral@gdpn.com).

É muito importante seguir as instruções de colheita e de envio da amostra, uma vez que o resultado do teste pode ficar comprometido se houver contaminação da amostra ou atraso no seu envio.

Em princípio, o resultado será conhecido no prazo médio de 4 dias úteis após a colheita de sangue e ser-lhe-á enviado pelo correio ou por email.

Se recebeu uma transfusão de sangue ou transplante de um órgão, cujo dador tenha sido um homem, não aconselhamos a realização deste teste, uma vez que o resultado poderá não ser fiável.

No caso de ter tido um aborto ou ter feito um tratamento de fertilização in vitro, poderá haver interferência no resultado. Neste último caso, deverá indicar o número de embriões implantados e a data da transferência dos embriões (em caso de dúvida, por favor pergunte ao seu médico).

Se o teste for realizado após a 8ª semana de gravidez e a colheita e envio da amostra tiverem sido realizados nas condições indicadas, obtém-se uma determinação correcta do sexo em 99% dos casos. É possível, embora seja muito raro, obter resultados inconclusivos. Nesses casos será pedida uma nova colheita 1-2 semanas depois (sem qualquer custo acrescido).

Nos raríssimos casos em que se verificar que o sexo do recém-nascido não está de acordo com o que foi previsto pelo nosso teste, caso o mesmo tenha sido comprovadamente realizado com o tempo de gravidez recomendado (8 ou mais semanas) e o envio da amostra tenha decorrido de acordo com as instruções recebidas, teremos muito gosto em reembolsar a totalidade do valor pago por este teste.

O texto deste folheto foi elaborado por GDPN - Genética Médica e Diagnóstico Pré-Natal, Prof. Doutor não pode ser reproduzido no seu todo ou parcialmente sem a autorização escrita dos seus autores.

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