Osteoporose

As fracturas constituem a principal manifestação da osteoporose e as suas complicações dão origem a uma mortalidade considerável (calcula-se que pelo menos uma em cada cinco pessoas morrem durante os seis primeiros meses após a fractura).

Em 1994 a OMS publicou uns critérios para o diagnóstico densitométrico da osteoporose. A avaliação da Diminuição de
Massa Óssea (DMO) tem sido utilizada para diagnóstico da osteoporose e como factor de avaliação do risco de fractura
tendo-se em conta a idade dos pacientes porque se verificou que para o mesmo nível de DMO as pessoas mais idosas chegavam a apresentar um risco de fractura quase dez vezes maior que os pacientes jovens.

Tendo em conta a prevalência da doença, a sua morbilidade e o custo económico, justifica-se a utilidade de estabelecer um diagnóstico precoce seguido de medidas preventivas adequadas que permitam um tratamento eficaz.

  • Um bom nível de massa óssea em idade jovem e mantê-lo ao longo dos anos.
  • Controlo do mesmo no período peri-menopausa e pós-menopausa.
  • É importante manter uma dieta rica em minerais e Vitamina D (adequada à idade e às circunstancias fisiológicas: gravidez,
    aleitamento…), assim como potenciar hábitos de vida saudáveis.

É nos primeiros anos da menopausa, que se pode produzir uma perda acentuada de massa óssea, que pode com orientação médica ser contrariada com terapêutica hormonal de substituição.

  • Medicamentosas: Glucocorticoides, antidiuréticos, anticoagulantes, metotrexato, anticonvulsivantes.
  • Drogas: Álcool, tabaco.
  • Endocrinopatias: Síndrome de Cushing, hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, diabetes, panhipopituitarismo, hiperprolactinémia.
  • Doenças renais: Insuficiência renal, acidose tubular renal, osteodistrofia renal.
  • Doenças do tecido conjuntivo: Osteogenese imperfeita, síndrome de Marfan, homocistinúria.
  • Doenças hematopoiéticas: Mieloma múltiplo, síndromes linfoproliferativos, mastocistose sistémica.
  • Doenças gastrointestinais: Doença celíaca ou intestinal crónica, síndrome pós-gastrectomia, mal absorção intestinal.
  • Outras: Doenças reumáticas, hipertiroidismo, hiperparotiroidismo ou doença de Paget, imobilização prolongada.

Outros factores de risco a considerar são:

  • Antecedentes familiares de osteoporose.
  • A vida sedentária.
  • Consumo elevado de bebidas gaseificadas.
  • Polimorfismos genéticos associados a osteoporose.

A densitometria óssea define o grau de osteoporose, mas as suas variações (redução ou aumento) resultantes da progressão
da doença com ou sem tratamento, não mostram diferenças significativas antes de um a dois anos não sendo por isso útil
para avaliar do sucesso da medicação instituída. Em contrapartida os marcadores bioquímicos da renovação do osso são
especialmente úteis na valorização da resposta ao tratamento.

A eficácia do tratamento, pode ser avaliada com os marcadores bioquímicos com a sua avaliação após 3 meses no caso
dos marcadores de reabsorção e de 6 meses para os marcadores de formação óssea.

Durante o processo de reconstituição do osso, são libertados enzimas e metabolitos da sua matriz úteis para estudar a dinâmica da renovação óssea. Foram propostos diversos parâmetros para a sua monitorização, alguns para avaliar a formação do osso e outros para estudar a sua reabsorção. Tem-se observado que as alterações dos marcadores
bioquímicos usados na monitorização dos tratamentos com “fármacos anti-reabsorção” são mais precoces e por vezes mais evidentes que o aumento da DMO.

A existência de correlações significativas entre as alterações bioquímicas e as que se registam na DMO justificam a importância dos testes bioquímicos no rastreio e controle da evolução da doença.

As várias análises bioquímicas capazes de avaliar a renovação do osso podem contribuir para a detecção precoce do risco de osteoporose e uma vez esta diagnosticada, ajudar a avaliar a resposta ao tratamento.

Colheita de sangue
Mínimo 8 horas de jejum (obrigatório)

OSTEO: Perfil Osteoporose Alargado

Neste perfil são estudados diferentes marcadores de metabolismo ósseo:

  • Marcadores de formação óssea
  • Marcadores de reabsorção óssea
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