Teste Melisa

Com uma simples extracção de sangue, poder-se-á conhecer os METAIS que podem ser prejudiciais para a sua saúde.

Pessoas com amálgamas ou implantes dentários, pontes, próteses metálicas, placas ou parafusos de operações de traumatologia, tatuagens ou piercings, que apresentem sintomas das doenças aqui mencionadas, ou que têm problemas de saúde difusos não relacionáveis com um síndrome clássico, podem ter uma alergia a metais justificando-se a solicitação de um Teste Melisa®.

1 – A inflamação enquanto reação a metais é um tema recente em termos de evidência médica e tem sido o seu principal estudo e objetivo de investigação. Como é que esta inflamação se manifesta, ou quais são os sinais e sintomas que podem ajudar qualquer pessoa a suspeitar que está sob um processo inflamatório de reação a metais?

Vera Stejskal: O sintoma mais reconhecido como sendo consequência de alergia a metais é o eczema ou manchas vermelhas na pele. Sinais de alergia local induzida por metais usados na boca são por exemplo: líquen que são manchas brancas na boca ou ardor e prurido. Os sintomas menos conhecidos são sistémicos, por oposição ao exemplo local dado anteriormente: fadiga profunda, dor muscular, confusão mental e outros sintomas não específicos que geralmente são diagnosticados como Síndrome de Fadiga Crónica e Esclerose Múltipla.

A razão para isto é a desregulação do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal por citocinas inflamatórias que afetam o cérebro. Estas reações acontecem apenas em pessoas cujo sistema imunitário reage aos iões de metais (que se ligam imediatamente a enzimas e proteínas, quando entram no organismo) que são libertados por ligas de metal que se vão corroendo no corpo (tais como amálgamas dentárias ou implantes), ou por metais presentes nos alimentos, cosméticos, fumo de tabaco, poluição ambiental, etc.

É importante lembrar que um baixo nível de exposição é suficiente para causar problemas de saúde em indivíduos mais predispostos ou sensíveis e que quando se fala de reações imunológicas, não são os níveis de reação que interessam.


2 – Através de dados que tenha recolhido e de um ponto de vista estatístico, quais são os metais mais responsáveis pela reatividade inflamatória e suas consequências clínicas?

Vera Stejskal: Os nossos dados recolhidos durante 20 anos de pesquisa indicam que os metais mais usados em cuidados dentários são os indutores mais frequentes de sintomas locais e sistémicos.

O níquel é o agente sensibilizador mais comum em homens e mulheres, e pode estar presente em coroas dentárias e implantes de aço inoxidável. O níquel presente em bijuterias muitas vezes provoca problemas de pele.
Outros metais causadores de alergias são o mercúrio, encontrado em amálgamas (preenchimento cor de prata que se faz em alguns dentes); o ouro e o paládio usados em coroas de ouro ou aplicações de porcelana e metal.

Embora ainda seja rara, a alergia ao titânio está a aumentar e pode causar problemas em pacientes com implantes ortopédicos feitos de titânio.

Num estudo de 2006, testou-se a reatividade a metais em 700 pacientes e os resultados foram os seguintes: níquel (68,2%), cádmio (23,7%), ouro (17,8%), paládio (12,7%), mercúrio inorgânico (11,4%), molibdénio (10,8%), berílio (9,7%), dióxido de titânio (4,2%), chumbo (3,7%) e platina (3,4%). Em termos gerais posso dizer que é possível sermos alérgicos a qualquer metal.


3 - Na medicina dentária, na cirurgia e na indústria farmacêutica são usados metais e compostos metálicos que são vistos como seguros e inertes – e que portanto seriam incapazes de reagir com o nosso organismo. No entanto, esta segurança está a ser questionada. Quais são as conclusões/reflexões das suas investigações?

Vera Stejskal: Infelizmente, essa é uma noção ultrapassada. Todas as ligas de metais corroem e libertam iões metálicos. Estes iões formam novos complexos com enzimas e outras proteínas do próprio corpo e podem estimular o sistema imunitário.

Implantes de cerâmica, como aqueles feitos a partir de zircónia, por outro lado, não se corroem. O titânio tem sido muitas vezes chamado de "biocompatível", mas dados recentes mostram que a alergia ao titânio em vindo a aumentar. Isto pode estar a ser causado pelo uso frequente do pigmento branco de dióxido de titânio (E171) em cosméticos, dentífricos, protetores solares e alimentos.

Também compõe o revestimento branco de muitos medicamentos na forma de comprimido e também de suplementos. O problema é que o teste mais utilizado para o diagnóstico de alergia a metais – o teste por contacto dérmico, o patch testing - não está devidamente desenvolvido para testar corretamente a alergia ao titânio e, portanto, a maioria mostra um resultado negativo.


Mais informação sobre a exposição a metais e sobre testes de alergia a metais podem ser encontrados aqui.

Agradecemos muito à Professora Vera Stejskal a amabilidade de responder às nossas questões.


Nota de agradecimento:

Entrevista amavelmente cedida pela Dra. Vera Stejskal e pelo site www.esmeraldazul.com.
EsmeraldAzul: para uma vida saudável, consciente e sustentável.

A revista online da Dra. Cristina Sales. Visite www.cristinasales.pt

Perfil amálgamas / Implantes dentários

As pessoas com reconstruções dentárias à base de metais, podem desencadear processos de hipersensibilidade aos mesmos que se apresentam com diferentes manifestações patológicas.

 

Perfil de ligas e próteses metálicas

Os materiais metálicos de placas, parafusos e próteses (principalmente da anca) que se utilizam na correcção de fracturas, se não sofrem oxidações, nada acontecerá, mas se o metal oxidar, pode ligar-se às proteínas dos tecidos adjacentes e desencadear um processo de hiper- sensibilidade nas pessoas geneticamente predispostas.

 

Perfil screening / Tatuagens

A maioria dos pigmentos ou corantes utilizados nas tatuagens são sais de produtos metálicos, que ficam incrustados na pele. Como exemplos podemos citar: Verde: óxido de Crómio; Púrpura: sais de Manganésio; Azul: sais de Cobalto; Branco: sais de Titânio, Silício e Cálcio; Amarelo: óxido de Cádmio; Vermelho: sulfato de Mercúrio. Os pigmentos são fagocitados pelos macrófagos e passam ao sistema linfático e sangue onde podem desencadear o processo de hipersensibilização tipo IV (“alergia” a metais).

 

Perfil implantes / Piercings

Nos “piercings”, os metais entram em contacto com os tecidos podendo ser absorvidos, constituindo-se numa fonte potencial de permanente de impregnação do organismo com metais.

 

Perfil DIU (dispositivo intrauterino)

A utilização de dispositivos intrauterinos “DIU”, que colocados no interior do útero são outra fonte de contaminação de metais. São feitos de material plástico com um fio metálico incorporado sendo o metal mais empregue o cobre mas podendo ser de aço, prata ou ouro, ou ainda uma combinação dos mesmos. O dispositivo pode permanecer dentro do útero 2 a 5 anos, sendo uma fonte de libertação de metais nos tecidos e causa potencial de hipersensibilidade ou “alergia” a metais.

 

Perfil vacinas e tratamentos com sais metálicos

A maioria das vacinas utiliza o Thimerosal® como conservante, que é um sal orgânico de Mercúrio. Em pessoas com sensibilidade a este sal pode haver agravamento de sintomatologia associada a várias patologias. Há numerosas referências bibliográficas que associam os efeitos prejudiciais deste sal de Mercúrio com agravamento da doença em crianças autistas.

 

  • Cefaleias (dor de cabeça)
  • Enxaquecas
  • Depressões
  • Insónias
  • Nevralgias
  • Artralgias

Se tem algum destes sintomas e tem ou teve implantes, parafusos ou amálgamas na boca, ou ainda tatuagens, piercings ou dispositivos intrauterinos:

O Teste MELISA poderá ser muito útil para o seu esclarecimento, antes de colocar novos implantes dentários, próteses ou DIU:

SOLICITE O TESTE MELISA. Estão disponíveis diferentes perfis.

 

O diagnóstico permite:

  • A sua prevenção
  • O seu tratamento

Doenças associadas com frequência a hipersensibilidade “ou alergia” a metais:

  • Esclerose múltipla
  • Fibromialgia
  • Lúpus eritematoso
  • Eczema-Psoríase
  • Síndrome de Fadiga Crónica
  • Doença de Crohn
  • Líquen Plano Oral
  • Síndrome de Sjörgen
  • Artrite reumatóide
  • Alergias diversas “não esclarecidas”
  • Esclerose amiotrófica lateral
  • Sensação de queimadura ou de prurido oral
  • Autismo

O teste MELISA® não pode ser realizado se o doente estiver a fazer terapêutica supressora ou imuno-modeladora do sistema
imunitário
(ex: corticosteroides, anti-histamínicos e anti-inflamatórios). A sua eventual suspensão só deve ser efectuada sobre vigilância médica. Mínimo 4 horas de jejum.

Dias de Colheita:
2º, 3ª e 4ª Feiras (excepto em vésperas de Feriado).

Mais informações:
www.haroutunian.ch 
www.mercuryexposure.info
www.melisa.org

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